Pular para o conteúdo principal

Shopping lá vou eu

Ops, primeiro post de 2011 rumo ao shopping. Minha gente, esse é um dos lugares que frequento muito. Quase que totalmente acessível, posso fazer compras, pagar uma conta, jogar na mega-sena hehehehe, ir ao cinema e ainda fazer um lanche sem trepidações, piso todo nivelado uma maravilha.

Pois bem, um dia desses fui para o shopping, e como de costume, depois de resolver umas coisas, lá estava na praça de alimentação para lanchar. É nessa hora que gostaria de abrir um parêntese pra falar da minha insatisfação na hora de fazer o pedido.

Nem todos os balcões ficam a nossa altura, quero dizer, a maioria não fica. Para que a pessoa pudesse me ver e eu dizer que gostaria de fazer um pedido, tive que distanciar minha cadeira de rodas do balcão e aguardar para que me vissem. Ou ainda, esperar alguém passar e oferecer ajuda por entender o meu dilema. Isso as vezes também acontece pra minha sorte. 

O elevador é outro local que dificulta muito o meu transitar. O Shopping Praia da Costa não tem ascensoristas e os botões não ficam na altura adequada. Sempre preciso chamar algum segurança que esteja por perto pra dar uma mãozinha.

Quando estou acompanhada não tenho esses aborrecimentos, tudo se torna mais fácil. Mais o lance é exatamente o contrário. Quando estamos sós é que vemos o quanto as imperfeições arquitetônicas, os empecilhos em geral delimita a nossa vivência, até porque não nascemos grudados aos outros vinte e quatro horas por dia.

Precisamos ter nossa independência e a buscamos nas coisas simples do dia a dia como num andar sobre rodas na rua, poder entrar num estabelecimento que ofereça rampas além das escadas.

Não estamos exigindo nada aquém do que para os andantes passa desapercebido porque para eles já faz parte do cotidiano. Não queremos políticas assistencialistas só queremos o que nos é direito de fato. Claro que existem excessões, mais no geral é isso que acontece.

Comentários

  1. oi como vc está indo de começo de ano????? hmmmm é muito bom ir ao shopping, melhor ainda é saber que a cada dia esses espaços estão preocupados com a acessibilidade. eu moro em uma cidade do interior da Bahia e em vários lugares ainda não há meios para que uma pessoa com necessidades físicas especiais possam utilizar tranquilamente, principalmente no cinema. outro dia reclamei a respeito, mais até agora nada, concordo contigo o quanto é necessário ter liberdade para poder fazer o que que gosta e na hora que gosta e sem empecilhos rsrs
    bjão e boa semana

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ser cadeirante...

O texto abaixo está circulando na internet e achei pertinente postar aqui. É fato e muitas pessoas desconhecem o assunto, ás vezes por não conviverem com um cadeirante e não saberem lidar com uma situação, outras por ignorância, e a maior parte por descaso e desrespeito do próprio Estado de oferecer uma estrutura adequada para que a gente possa viver com mais dignidade. Boa leitura!   Ser cadeirante é ter o poder de emudecer as pessoas quando você passa… Ser cadeirante é não conseguir passar despercebi­do, mesmo quando você quer sumir! E ser completamente ignorado quando existe um andante ao seu lado. E isso não faz sentido, as pernas e os braços podem não estar funcionando bem, mas o resto está!

Ser cadeirante é amar ele­vadores e rampas e detestar escadas… Tapetes? Só se fo­rem voadores, por favor! Ser cadeirante é andar de ônibus e se sentir como um “Power Ranger” a diferença é que você chega ao ponto e diz: “é hora de MOFAR”.


Ser cadeirante é ter al­guém falando com você como se você…

Pessoas com deficiência x sexo

Pessoas, encontrei o texto abaixo e achei bem informativo. Quando o assunto é pessoas com deficiência e sexo ainda existe muito tabu. Ao meu ver o ponto chave é a família. Na maior parte dos casos as famílias tentam superproteger seus filhos afastando-os da vivência plenados seus sentimentos simplemente ignorando-os.

Não falar no assunto é a melhor forma de proteção, certo? Errado. É preciso sim orientar, conversar e assimilar as necessidades de cada pessoa com deficiência, mas ignorar que deficiente não tem sentimentos, não tem desejos, que deficiente não precisa se relacionar afetivamente, não é a melhor forma de tratar o assunto. 

Não somos bonecos de porcelana, que não podem sofrer, que não podem passar por situações difíceis, que não podem se quebrar, ficar em pedaços, em frangalhos. Claro que não queremos isso, mas faz parte. Somos iguais a qualquer outra pessoa e por isso se situações difíceis surgirem é a prova que estamos vivendo, perdendo de um lado e aprendendo do outro, ou …

Devotees

Descobri o termo em uma comunidade do orkut e fiquei curiosa para saber mais a respeito. Passei a ler artigos, blogs e afins, além de discutir o assunto com alguns devotees via MSN. Ainda serei uma pesquisadora profissional heheehe. Nem sempre reconhecemos um devotee de cara, até porque não vem escrito na testa de ninguém, mas com uma conversa dá pra constatar e tirar algumas conclusões. O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente. 
O importante é diferenciarmos a pessoa que é um devotee por apreciar a diversidade humana, que deseja sair do óbvio, do certinho, do convencional, para o devotee patológico que só tem olhos e tesão para a deficiência com seus aparatos: cadeira de rodas, muletas e aparelhos ortopédicos. Por tudo que já li cheguei a conclusão que ser um devotee não é doença, a não ser em casos restritos que ultrapassa o bom senso como já disse. No texto abaixo teremos a definição de devotee e suas ramificações com uma …