Pular para o conteúdo principal

Tudo muda o tempo todo


Tempo de calmaria onde tudo parece estar no lugar, onde as nossas tarefas diárias se tornam monótonas, caímos na rotina como se nada mudasse de rumo. Aí vem uma avalanche de acontecimentos e muda tudo, como em um passe de mágica o mundo vira de ponta-cabeça, ás vezes com novidades boas e outras nem tanto.

A rotina dessa vez dá lugar ao inesperado. Quando o corpo físico pede arrego, quando sinaliza que algo está errado bate a incerteza, a dúvida, a insegurança, o medo do desconhecido.

A luta pela vida se revela cheia de surpresas, cada passo conquistado se torna uma alegria ímpar, cada tentativa frustrada um desassossego na alma. E como dizia Cazuza "o tempo não pára". A família toda se envolve na luta diária pelo restabelecimento da saúde, não tem dia, não tem noite, não tem sono. A atenção e tensão se redobram. E nesses momentos cresce uma incrível força, todos se unem diante de um objetivo em comum. 

É uma doação de carinho, de amor sem tamanho e muitas vezes misturada com impaciência, discussões e divergências de opiniões. Nesses instantes tudo se torna muito delicado - gestos, atitudes e palavras tem um peso enorme de uma pessoa sobre a outra. Usar o bom senso diante daquele que se mostra mais frágil perante a situação é a melhor saída para que não entremos em conflito.  

Sei que os tempos de turbulência ou de tudo que acontece nessa vida são necessários e tem um porque, mais agora peço e creio que de alguma forma se restabeleçam. 

Que sejamos guiados para o cumprimento da nossa missão aqui na terra com a força do nosso comprometimento, nos doando a quem precisa mais que nós. Um ato de fé e conquista sobre nossas incertezas e inseguranças. 

21/03/11 - Elaine Chieppe

Comentários

  1. o tempo as vezes mocinho as vezes vilão em nossas vidas, mais o certo e que ele não pára e nós juntos com ele tm, estamos em eterno e constante movimento... otima reflexão para iniciar a semana amiga bjs

    ResponderExcluir
  2. Laine que mensagem linda, qd vi o título da sua postagem eu lembrei logo daquele trechinho do Lulu Santos que diz assim: "tudo muda o tempo todo, no muno! Não adianta fugir, nem mentir, pra si mesmo agora, há tanta vida lá fora e aqui dentro sempre, como uma onda no mar!!" Bjokitas

    ResponderExcluir
  3. Laine, toda mudança ocorre em nosso benefício, mesmo que no momento do caos não possamos acreditar nisso.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  4. Que isso amiga, escreveu pra mim é? kkk
    A unica coisa q posso dizer com certeza depois desse tal acaso q me surpreendeu, desse tempo que mudou, (e com ele ressignificou toda minha vida), é q posso dizer c convicção, que hj sou uma pessoa melhor q antes.
    Pode parecer absurdo, tenho q conviver com meus medos, minhas neuras, minhas inseguranças, mas ainda assim, sei q pra ser quem sou, tudo isso se fez necessario! ha de se fazer o q???
    bjos lindaaaaaaaaaaaaa... amei o post

    ResponderExcluir
  5. Que texto poético.....lindo, tocante, sensivel.

    Ah, que bom que existem as mudanças, boas ou ruins, são as que merecemos e as que nos fazem crescer como ser humano.

    A vc minha doce amiga todo o meu carinho. Te admiro muito.

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Srt Poulain, é por aí. Abçs!

    Nikita, valeu. Adoooro!

    Ká, sempre com palavras sábia. Abçs!

    Dá, relendo o seu coment e respondendo. Que bom que gostou do post. Abçs!

    Kekel, bela. Abçs!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ser cadeirante...

O texto abaixo está circulando na internet e achei pertinente postar aqui. É fato e muitas pessoas desconhecem o assunto, ás vezes por não conviverem com um cadeirante e não saberem lidar com uma situação, outras por ignorância, e a maior parte por descaso e desrespeito do próprio Estado de oferecer uma estrutura adequada para que a gente possa viver com mais dignidade. Boa leitura!   Ser cadeirante é ter o poder de emudecer as pessoas quando você passa… Ser cadeirante é não conseguir passar despercebi­do, mesmo quando você quer sumir! E ser completamente ignorado quando existe um andante ao seu lado. E isso não faz sentido, as pernas e os braços podem não estar funcionando bem, mas o resto está!

Ser cadeirante é amar ele­vadores e rampas e detestar escadas… Tapetes? Só se fo­rem voadores, por favor! Ser cadeirante é andar de ônibus e se sentir como um “Power Ranger” a diferença é que você chega ao ponto e diz: “é hora de MOFAR”.


Ser cadeirante é ter al­guém falando com você como se você…

Pessoas com deficiência x sexo

Pessoas, encontrei o texto abaixo e achei bem informativo. Quando o assunto é pessoas com deficiência e sexo ainda existe muito tabu. Ao meu ver o ponto chave é a família. Na maior parte dos casos as famílias tentam superproteger seus filhos afastando-os da vivência plenados seus sentimentos simplemente ignorando-os.

Não falar no assunto é a melhor forma de proteção, certo? Errado. É preciso sim orientar, conversar e assimilar as necessidades de cada pessoa com deficiência, mas ignorar que deficiente não tem sentimentos, não tem desejos, que deficiente não precisa se relacionar afetivamente, não é a melhor forma de tratar o assunto. 

Não somos bonecos de porcelana, que não podem sofrer, que não podem passar por situações difíceis, que não podem se quebrar, ficar em pedaços, em frangalhos. Claro que não queremos isso, mas faz parte. Somos iguais a qualquer outra pessoa e por isso se situações difíceis surgirem é a prova que estamos vivendo, perdendo de um lado e aprendendo do outro, ou …

Devotees

Descobri o termo em uma comunidade do orkut e fiquei curiosa para saber mais a respeito. Passei a ler artigos, blogs e afins, além de discutir o assunto com alguns devotees via MSN. Ainda serei uma pesquisadora profissional heheehe. Nem sempre reconhecemos um devotee de cara, até porque não vem escrito na testa de ninguém, mas com uma conversa dá pra constatar e tirar algumas conclusões. O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente. 
O importante é diferenciarmos a pessoa que é um devotee por apreciar a diversidade humana, que deseja sair do óbvio, do certinho, do convencional, para o devotee patológico que só tem olhos e tesão para a deficiência com seus aparatos: cadeira de rodas, muletas e aparelhos ortopédicos. Por tudo que já li cheguei a conclusão que ser um devotee não é doença, a não ser em casos restritos que ultrapassa o bom senso como já disse. No texto abaixo teremos a definição de devotee e suas ramificações com uma …