domingo, 3 de julho de 2011

Pessoas com deficiência x sexo



Pessoas, encontrei o texto abaixo e achei bem informativo. Quando o assunto é pessoas com deficiência e sexo ainda existe muito tabu. Ao meu ver o ponto chave é a família. Na maior parte dos casos as famílias tentam superproteger seus filhos afastando-os da vivência plena dos seus sentimentos simplemente ignorando-os.

Não falar no assunto é a melhor forma de proteção, certo? Errado. É preciso sim orientar, conversar e assimilar as necessidades de cada pessoa com deficiência, mas ignorar que deficiente não tem sentimentos, não tem desejos, que deficiente não precisa se relacionar afetivamente, não é a melhor forma de tratar o assunto. 

Não somos bonecos de porcelana, que não pode sofrer, que não pode passar por situações difíceis, que não podemos quebrar, ficar em pedaços ou em frangalhos. Claro que não queremos isso, mas faz parte. Somos iguais a qualquer outra pessoa e por isso se situações difíceis surgirem é a prova que estamos vivendo, perdendo de um lado e aprendendo do outro, ou seja, perdendo o medo de sermos felizes. 

Hoje digo que já passei por quase tudo nessa vida, como diz a música do Zeca Pagodinho, por teimosia minha, porque quero experimentar o que a vida tem a me oferecer, mesmo que no caminho eu encontre dificuldades. É isso que me move todos os dias quando acordo. Não desistir nunca é meu lema. 

Encontrar o prazer de ser relacionar afetivamente é único e de cada um. A forma e o jeito que um cadeirante faz sexo depende de um conjunto de fatores: primeiro a aceitação dele mesmo, da sua condição, segundo o seu envolvimento com o parceiro - o diálogo é muito importante para que ambos se abram para as possibilidades do que dá e do que não dá para ser feito, tipo posições mais confortáveis e artifícios que devem ser usados para que o prazer seja alcançado da melhor forma. Vejam o assunto abaixo sob uma ótica profissional e exemplos da vida real. Boa leitura.


Ter algum tipo de deficiência, seja ela física, sensorial ou intelectual, não significa perder os instintos, muito menos sexuais.

Sexo sobre Rodas

Toda mulher tem alguma parte do corpo que gostaria de mudar, seja uma gordurinha extra, um nariz longo ou um cabelo armado. De qualquer forma, existem algumas coisas que não podem ser mudadas com tanta facilidade, como uma paralisia ou a falta de um membro do corpo.
A vaidade pode ser um ponto comum entre elas, mas as semelhanças não param por aí. A sexualidade também está na lista. Deficiência não é sinônimo de impotência, é apenas uma forma de desenvolver novos métodos para sentir o prazer.
A psicóloga e consultora de órgãos públicos e ONGs, Ana Rita de Paula, parou de andar aos oito anos por conta de uma síndrome neurológica progressiva. Hoje, ela não come nem escreve sozinha, mas isso não a impede de ter relações. “Meu namorado é negro e eu sou tetraplégica. Ambos enfrentamos preconceitos e isso nos uniu ainda mais. Estamos juntos há 26 anos e nenhum tipo de deficiência pode afetar o desempenho sexual da mulher, desde que ela se sinta desejada.”
O psicólogo e especialista em sexualidade humana Fabiano Puhlmann Di Girolamo, explica que apenas pessoas que possuem algum tipo de lesão na medula correm o risco de perder a sensibilidade. Mesmo assim, essas pessoas ainda possuem outros sistemas (simpático e parassimpático) que permitem algum tipo de sensação como o calor do corpo ou arrepios. Além disso, a mulher ainda é capaz de seduzir e ter filhos.

Uma das pacientes de Puhlmann, por exemplo, é uma mulher tetraplégica, ou seja, que não possui movimento nos quatro membros, mas trabalha, estuda, se apaixonou e vai dar a luz a gêmeos nos próximos meses.

Diferente do tetraplégico ou paraplégico, uma pessoa que sofre algum tipo de amputação, possui paralisia cerebral, osteogenese imperfecta (ossos quebradiços) ou outros problemas, não perde a sensibilidade. Nesse caso, a questão maior que se enfrenta é o preconceito.

Quebrar esse obstáculo é a principal barreira que qualquer pessoa com alguma deficiência carrega. “Eles vêm aqui querendo ser ouvidos, eu ouço, mas sem pena. Precisam ter força e se levantar, temos que trabalhar a auto-estima”, completa o especialista.

A vereadora (SP) Mara Gabrilli, 39 anos, sofreu um acidente, em 1994, que a deixou paraplégica. Há sete anos fez um ensaio sensual para a revista Trip e namora há cinco. “Logo após o acidente, uma das coisas que questionei foi em relação à sexualidade, sobre o que ia sentir e a intensidade. Eu estava com medo, mas tudo seguiu bem”, conta Mara, que teve a sensibilidade aumentada na parte interna do órgão genital e diminuída na parte externa.

O sexo feminino deve estar atento aos seus pontos erógenos, que variam de pessoa para pessoa. De acordo com o especialista em sexualidade da AACD, Marcelo Ares, aquelas que sofreram lesão medular perdem parcial ou totalmente a sensibilidade dos órgãos genitais, podendo atingir o chamado paraorgasmo, uma sensação de prazer que não chega a ter todas as propriedades de um orgasmo. Para isso, ela deve descobrir áreas do corpo que antes não eram tão exploradas, como os mamilos, por exemplo.

Já o homem possui uma sexualidade focada no órgão genital. Apesar da possibilidade de manter a ereção presente quando sofre de alguma paralisia, ele perde o controle da ejaculação. Quando a lesão é incompleta, é possível que ele consiga ejacular normalmente através da relação sexual ou estimulado por procedimentos mecânicos. Em homens que tiveram lesão completa, um número pequeno (de 1% a 5%) pode conseguir ejacular.

Outras Deficiências.

Ariel e Rita são casados, possuem uma vida sexual ativa e trabalham. São também protagonistas do filme “Colegas”, de Marcelo Galvão, que ainda não começou a ser gravado. O que eles têm de diferente? Possuem Síndrome de Down.

Puhlmann explica que o namoro entre essas pessoas pode se desenvolver desde uma forma infantil de relação até casos mais “calientes”. Muitas vezes eles são confundidos com “eternas crianças”, quando na verdade só precisam de uma educação sexual que ajude na adaptação ao meio. Esse procedimento precisa também da compreensão dos pais, que devem ensinar aos filhos formas de se protegerem de abusos sexuais.

Se a deficiência intelectual (mental) não interfere na sexualidade, o que dizer de uma pessoa cega? O especialista lembra que essas pessoas desenvolvem uma grande percepção e que também possuem fantasias. Segundo ele, existem muitas mulheres que se relacionam com homens cegos e adoram, pois a sensibilidade faz com que eles trabalhem mais as preliminares e possuam mais tato para lidar com a relação sexual.

Fonte: Bengala Legal
Blog Deficiente Ciente

23 comentários:

  1. Olá amiga.
    Que bom que vc tem postado, sinal que esta bem.
    Gostei muito do tema da post. Ha, eu te mandei um e-mail, faz um tempinho ja. Não sei se vc já viu, talvez tenha irdo p/ lixeira, dá uma olhadinha. Um beijo pra vc amiga :D

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  2. CONFESSO QUE VAI ME TIRAR MUITAS DUVIDAS....NAO ENTENDO CERTAS COISAS POR FALTA DE PESSOAS COMO VOCE, CORAJOSA, E INTELIGENTE...NAO SOU PRECONCEITUOSA....MAS TENHO PERGUNTAS DENTRO DE MIM....QUE GOSTARIA DE SABER....
    JA VIREI SUA SEGUIDORA...
    SE QUISER ME ADD NO MSN....VOU ADORAR...BJ GRANDE E MUITO OBRIGADA!

    FLAVIA.DESCOVI@HOTMAIL.COM

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  3. muito bom esse texto,nos faz saber que diferenças não matam os sentimentos,em alguns casos até melhoram como o dos cegos.Tudo é uma questão de querer trabalhar um relacionamento e descobrir ós gestos que aproximam.Um bom domingo para vc..beijokas

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  4. Olá,
    Passei para fazer uma visitinha, rsrs...
    Texto muito bom,esclarecedor e necessário...
    Adorei conhecer seu blog e já estou te seguindo.
    Beijinhos e fique com Deus.
    Débora Tolardo
    http://artesmisturadas.blogspot.com/
    http://www.mariakakareko.blogspot.com/

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  5. Oi Elaine,

    To voltando devagarinho e adorei seu post, eu, por exemplo, tenho o "T" a flor da pele. Até tiro o maior sarro da minha situação com minhas amigas e fico incitando a imaginação delas em relação a fazer sexo com um "deficiente", no meu caso, paraplégico. E ainda digo que sou virgem...hehehehe

    Um grande beijo minha querida!!!

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  6. adorei o seu post..passei para deixar um abraxo!!! :)

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  7. Oi Elaine!
    Adorei este post. Vc sempre surpreende! Sou sua eterna fã. Abraços com muita saudade...Bjo!

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  8. Oi Elaine,
    cheguei aqui através do blog da Kekel.
    Gostei muito.

    Grande abraço, saúde e muita paz!

    =)

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  9. Oi Janinha, que bom mesmo estando distante vocês continuam por aqui. Vi seu email sim. Obrigada e continue visitando o blog.

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  10. Oi Flavia, desculpe estar respondendo só agora. Mas será um prazer exclarecer qualquer dúvida que estiver ao meu alcance. Te adicionarei no MSN. Obrigada.

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  11. Eva, seus comentários são sempre um bálsamo pra mim. Adorei sua colocação de que "as diferenças não matam sentimentos". Obrigada por me presentar sempre com suas palavras.

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  12. Débora, bem vinda ao blog. Fico feliz que tenha gostado desse cantinho. Já sou sua seguidora também.

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  13. Mr. Losea, muito boa sua colocação. Apareça sempre.

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  14. Ao Cantinho Fraterno, um abraço e um bejio enormo pelo carinho de sempre.

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  15. Jana amiga, que bom que gostou do texto, é sempre importante passarmos nossas experiências adiante com o intuito de informar e exclarecer dúvidas. Continue comentando. Curto muito quando você aparece por aqui. Bjs.

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  16. Oi Milton, bem vindo ao blog. A Kekel é minha grande incentivadora nesse meio. Obrigada e um grande abraço.

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  17. Bom dia! Amei este seu post meu namorado é paraplegico a 4anos e é tão engraçado como as pessoas tda vez que o apresento tentam sempre me perguntar - E a vida sexual como é? isso me deixa muito triste. E eu posso afirmar que é a melhor experiencia que já vivi afinal o melhor sexo é o que existe amor e eu amo tanto o meu namorado que eu nunca parei para pensar que existe algo que seja diferente! Não troco ele por nguem deste mundo. Somos novos ambos 23 anos e a melhor sensação é de cada conquista juntos. Ele me completa é me SATISFAZ muito. E temos uma vida sexual mais que ativa inventamos e realizamos tdas fantasias que temos. Depois de treas anos ele começou a ejacular navamente foi a melhor coisa que aconteceu pará nos vamos casar o ano que vem outubro/2012 e temos planos de ter filhos SOMOS MUITO FELIZES!!

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  18. Olá Anônimo,
    seu depoimento é fantástico e muito importante pra desmistificar o pensamento das pessoas quando o assunto é deficiente x sexo. Parabéns ao casal e que venham os filhos.

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  19. nossa parabens muito bem escrito.estou a 6 meses me relacionando virtualmente ainda ,com um cadeirante.nos conhecemos numa sala de batepapo e estamos ate hoje nos conhecendo e nos preparando para o grande encontro ,q espero seja logo.sou louca por ele e acredito q ele tbm ja me deu varias provas disso.sabe no começo eu parecia q ia derrreter de tanto q chorava ,cada vez q ele me colocava a par de seus problemas e pode ter certeza não são poucos,agora por ultimo ele esta usando uma ortese q permite q de uns passos com o andador,mas as pernas não desenvolveram são curtas e não tem a rotula mas mesmo assim fica feliz de poder dar uns passos,agoro ja não choro tanto.amo ele de uma forma q nem eu sei explicar pra mim mesma ,quero ele e pronto nada mais me importa.

    obs:.ambos gozamos fazendo amor virtual na webcam,imagina quando for pessoalmente,ja sei as limitações dele ,o resto e comigo mesmo.

    bjs

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  20. Minhas histórias, parabéns pelo amor, doação e tesão. E pelo o que você escreveu é recíproco e muito corajoso da parte dele também. Bela história, aguardo notícias do encontro. Abçs!

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  21. ola parabéns pelo texto sou cadeirante é as pessoas acham
    que nos por ser cadeirante não podemos ter uma vida sexual ativa
    seu texto explica maravilhosamente todo;somos humanos temos desejos,temos vontade é alem de todo somos capaz de amar é ser amadas!!!

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  22. eu sou tetra c5-c6.
    tenho 30 anos.
    consigo ejacular mais dpois da ejaculação sinto uma dorsinha chata, perçebo que é porcausa do almento da preção etc.
    abraço a voces.. meu msn é --> anderson.ch.ribeiro@hotmail.com

    meu blog é --> clikedocadeirante.blogspot.com

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