E eu estava lá - Rua Sete - confiram meu relato rumo à acessibilidade

Torcida em Vitória tem inglês de malas prontas e artistas plásticos

Rua Sete e Triângulo ficaram tomados por torcedores em jogo do Brasil.
Artistas registraram em pinturas toda a tensão dos capixabas.

Geovana ChrystêlloDo G1 ES
Torcedores festejaram vitória brasileira, Rua Sete, Centro (Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)Torcedores festejaram vitória brasileira, Rua Sete, Centro (Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)
















As ruas e Vitória ficaram coloridas de verde e amarelo na tarde deste sábado (28). No Triângulo e das Bermudas, na Praia do Canto, e na Rua Sete, no Centro da capital, centenas de pessoas se reuniram para torcer pela seleção brasileira, que disputava seu quarto jogo, já na etapa decisiva das oitavas de final.
Os ingleses Eliot e Kyle aguardavam a vitória brasileira Espírito Santo (Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)Ingleses Eliot e Kyle aguardavam a vitória brasileira
(Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)
No meio de tantos brasileiros ansiosos pelo resultado, os ingleses Eliot Byrne e Kyle Donald também torciam pela seleção canarinho. “Viemos para assistir à Copa. Vimos dois (jogos) nos estádios, em Manaus e em Belo Horizonte. Como a Inglaterra foi eliminada, decidimos vir a Vitória e estamos torcendo pelo Brasil, esperando gols do Neymar e do Fred”, disseram.
O americano Daniel Levy mora há três meses em Vila Velha, onde dá aulas para um time de futebol americano. O professor disse estar encantado com a simpatia dos capixabas. “ Muito doido”, brincou. Quanto a uma possível disputa entre as seleções brasileira e a norte americana, Levy não hesitou ao dizer sua preferência. “Gosto do Brasil, estou torcendo porque estou morando aqui, mas se eles pegaram os americanos, com certeza vou torcer para a seleção dos Estados Unidos”, disse. 
Centro de Vitória, os torcedores também fizeram a festa. Apesar das limitações físicas, a Jornalista Elaine Chieppe, comprometida por uma distrofia muscular, comemorou a vitória do Brasil. Porém, mesmo feliz com o clima, a jornalista reclamou das dificuldades sofridas. “ Venho porque curto futebol, curto esse clima de Copa do Mundo, mas precisa ter mais acessibilidade em todos os sentidos. Não há rampas e os banheiros são muito ruins. Tive que percorrer quase a rua toda, porque, no primeiro banheiro, a cadeira nem passava pela porta”, contou.


Foto do arquivo pessoal de Elaine Chieppe
Além dos olhares direcionados aos diversos televisores e telões, dois artistas plásticos analisavam detalhadamente a reação dos torcedores.

Por meio de desenhos, os professores de artes da Universidade Federal do Espírito Santo(Ufes), Julio Tigre e Fernando Augusto, registravam as expressões do público e, a partir disso, confeccionavam o ‘Diário da Copa’. “Eu eu o Júlio combinamos de não assistir aos jogos, porque, na minha opinião, houve muito desmando, então decidimos desenhar e fazer um resumo de tudo. Viemos nos três jogos do Brasil na Rua Sete e vamos continuar até onde a seleção conseguir chegar”, disse Fernando.
Segundo Fernando, mesmo com o intuito de não assistir aos jogos, o clima acabou o contagiando. “Gosto de futebol. Tentei desenhar de costas para a televisão, mas não consegui. A ideia era não assistir, mas acabei sendo contagiado”, disse.
Artistas plásticos confeccionavam 'Diário da Copa' durante jogo Espírito SANTO (Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)Artistas plásticos confeccionavam 'Diário da Copa' durante jogo Espírito SANTO (Foto: Geovana Chrystêllo/ G1)

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