Pular para o conteúdo principal

Mais uma para a lista de perrengues de uma cadeirante

Eis a madame que vos fala resolve bater perna no Shopping Vila Velha (Shopping inaugurado recentemente aqui no Estado). Tudo transcorria tranquilo até quando me dirigi ao elevador para descer rumo ao meu buzu. 

O único elevador do shopping não estava funcionando mais. O segurança acionou a equipe de resgate e prontamente eles apareceram para me socorrer. A descida teria que ser realizada pela escada rolante. Momentos de tensão. 

Conversamos um pouco qual seria a estratégia para a mais esperada e agonizante descida (a sensação que eu tinha é que quando chegasse lá embaixo ia cair eu e os homens do resgate, estatelados no chão). Esse meu pavor todo é por eu estar na cadeira de rodas motorizada que em casos como este gera uma total insegurança. Esse tipo de cadeira é muito pesada e se precisar fazer uma manobra braçal mais rápida se torna impossível. 

Mas finalmente transcorreu " tudo bem", cheguei ao térreo inteira fisicamente mas em pedaços com a situação, uma mistura de insegurança e constrangimento, abalada emocionalmente. Isso que dá colocar um shopping inacabado para funcionar, com uma estrutura gigante e apenas um elevador em funcionamento. Mais uma para a lista de perrengues de uma cadeirante que não se limita e não se cansa de detectar e denunciar lugares despreparados e inacessíveis.

Comentários

  1. Dá medo sim! O bom que em horas assim quando estou com um sobrinho ele levanta meu astral com essa: "_Tia! É com ou sem adrenalina?"
    :)

    Beijos,
    https://cadeiranteemprimeirasviagens.wordpress.com/

    ResponderExcluir
  2. Desse jeito Lella, apareça mais vezes, saudades!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ser cadeirante...

O texto abaixo está circulando na internet e achei pertinente postar aqui. É fato e muitas pessoas desconhecem o assunto, ás vezes por não conviverem com um cadeirante e não saberem lidar com uma situação, outras por ignorância, e a maior parte por descaso e desrespeito do próprio Estado de oferecer uma estrutura adequada para que a gente possa viver com mais dignidade. Boa leitura!   Ser cadeirante é ter o poder de emudecer as pessoas quando você passa… Ser cadeirante é não conseguir passar despercebi­do, mesmo quando você quer sumir! E ser completamente ignorado quando existe um andante ao seu lado. E isso não faz sentido, as pernas e os braços podem não estar funcionando bem, mas o resto está!

Ser cadeirante é amar ele­vadores e rampas e detestar escadas… Tapetes? Só se fo­rem voadores, por favor! Ser cadeirante é andar de ônibus e se sentir como um “Power Ranger” a diferença é que você chega ao ponto e diz: “é hora de MOFAR”.


Ser cadeirante é ter al­guém falando com você como se você…

Pessoas com deficiência x sexo

Pessoas, encontrei o texto abaixo e achei bem informativo. Quando o assunto é pessoas com deficiência e sexo ainda existe muito tabu. Ao meu ver o ponto chave é a família. Na maior parte dos casos as famílias tentam superproteger seus filhos afastando-os da vivência plenados seus sentimentos simplemente ignorando-os.

Não falar no assunto é a melhor forma de proteção, certo? Errado. É preciso sim orientar, conversar e assimilar as necessidades de cada pessoa com deficiência, mas ignorar que deficiente não tem sentimentos, não tem desejos, que deficiente não precisa se relacionar afetivamente, não é a melhor forma de tratar o assunto. 

Não somos bonecos de porcelana, que não podem sofrer, que não podem passar por situações difíceis, que não podem se quebrar, ficar em pedaços, em frangalhos. Claro que não queremos isso, mas faz parte. Somos iguais a qualquer outra pessoa e por isso se situações difíceis surgirem é a prova que estamos vivendo, perdendo de um lado e aprendendo do outro, ou …

Devotees

Descobri o termo em uma comunidade do orkut e fiquei curiosa para saber mais a respeito. Passei a ler artigos, blogs e afins, além de discutir o assunto com alguns devotees via MSN. Ainda serei uma pesquisadora profissional heheehe. Nem sempre reconhecemos um devotee de cara, até porque não vem escrito na testa de ninguém, mas com uma conversa dá pra constatar e tirar algumas conclusões. O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente. 
O importante é diferenciarmos a pessoa que é um devotee por apreciar a diversidade humana, que deseja sair do óbvio, do certinho, do convencional, para o devotee patológico que só tem olhos e tesão para a deficiência com seus aparatos: cadeira de rodas, muletas e aparelhos ortopédicos. Por tudo que já li cheguei a conclusão que ser um devotee não é doença, a não ser em casos restritos que ultrapassa o bom senso como já disse. No texto abaixo teremos a definição de devotee e suas ramificações com uma …